Uma onda de denúncias contra vereadores por supostamente ficar com parte do salário de funcionários comissionados do gabinete tomou conta da Câmara de Curitiba. Depois de Katia Ditrich (SD) e Thiago Ferro (PSDB), as acusações pesam agora contra Geovane Fernandes (PTB) e Rogerio Campos (PSC). Todos negam qualquer irregularidade.
Conforme divulgado pelo Paraná TV 2.ª Edição, da RPCTV, as duas novas acusações já estão sendo investigadas pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público do Ministério Público Estadual (MP-PR) e correm sob sigilo. Nos dois casos, a Câmara já encaminhou os documentos solicitados pelo órgão.
Nenhuma das denúncias, porém, foi formalizada na própria Casa.
Um ex-funcionário de Geovane Fernandes disse, sem se identificar, que devolveu parte do salário ao parlamentar durante três meses. Segundo ele, que trabalhou no gabinete do petebista por três anos até 2015, os valores começaram em pouco mais de R$ 1 mil e chegaram a atingir R$ 3 mil. Outros quatro funcionários também seriam obrigados a fazer a devolução. “Eu tinha despesas com cadeiras de roda, com pagar ônibus de funeral, ônibus para passeio de igreja com a terceira idade. Era obrigado a fazer isso.”
Já um ex-assessor de Rogerio Campos, que atuou no gabinete do vereador por cerca de um ano, relatou que ele e outros funcionários devolviam de R$ 1,5 mil a R$ 1,8 mil. “O chefe e dois assessores próximos ao vereador... eles sentavam e [diziam] ‘hoje temos que recolher tanto dos assessores’. Às vezes até passava da quantia que foi combinada lá no início.”
Outro lado
Por meio do advogado, Geovane Fernandes afirmou que as acusações são falsas e que isso vai ser comprovado.
Rogerio Campos, por sua vez, disse que a denúncia envolve uma disputa política. “Esse cidadão, infelizmente, não atendia a população como deveria atender, não trabalhava como deveria trabalhar. E a gente teve que dispensá-lo. Se não atender bem o povo aqui, não trabalha nesse gabinete. Ele saiu magoadinho e inventou essa denúncia. Nunca me apropriei de dinheiro dele nem de ninguém desse gabinete”, afirmou à RPCTV.
O Quinto Elemento
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) descobriu que a corrupção está nas entranhas da Câmara Municipal de Curitiba. Mais um vereador está sendo investigado pelo MP-PR por apropriação de salário de funcionários: Osias Moraes (PRB), da Igreja Universal do Reino de Deus, o quinto em menos de um mês. Moraes ainda tem um agravante: é suspeito de nomear um fantasma (um pastor nomeado no gabinete estava exercendo o evangelho na cidade de Maringá, 400 km de Curitiba). Com tantas denúncias, a expectativa do curitibano é que as laranjas podres sejam afastadas. Segundo uma oposicionista, tudo indica estar ocorrendo uma operação abafa no parlamento e os frutos estragados permanecerão apodrecendo no Palácio Rio Branco.
O Quinto Elemento
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) descobriu que a corrupção está nas entranhas da Câmara Municipal de Curitiba. Mais um vereador está sendo investigado pelo MP-PR por apropriação de salário de funcionários: Osias Moraes (PRB), da Igreja Universal do Reino de Deus, o quinto em menos de um mês. Moraes ainda tem um agravante: é suspeito de nomear um fantasma (um pastor nomeado no gabinete estava exercendo o evangelho na cidade de Maringá, 400 km de Curitiba). Com tantas denúncias, a expectativa do curitibano é que as laranjas podres sejam afastadas. Segundo uma oposicionista, tudo indica estar ocorrendo uma operação abafa no parlamento e os frutos estragados permanecerão apodrecendo no Palácio Rio Branco.





