
foto feita por inteligencia artificial
A movimentação na Assembleia Legislativa do Paraná contra Sergio Moro deixou de ser discreta e virou articulação aberta. O objetivo é claro: travar o avanço político do ex-juiz a qualquer custo.
Nos bastidores, o que se desenha é uma frente improvável — gente que até pouco tempo estava em lados opostos agora divide o mesmo interesse. Quando o alvo é comum, as diferenças parecem desaparecer com uma facilidade impressionante.
E é justamente aí que o cenário começa a chamar atenção.
O deputado estadual Arilson Chiorato (PT) criticou o senador paranaense durante a sessão plenária desta segunda-feira na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) e recebeu apoio do ex-presidente da casa de leis, Ademar Traiano (PSD) que enxergam Sergio Moro de maneira diferente do que foi pintado na época da Lava Jato.
O líder de Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), Hussein Bakri (PSD), endossou as palavras de Arilson Chiorato.
Mas para quem acompanha a política sem memória curta, isso não chega a ser exatamente novidade.
Antes de vestir o figurino de gestor técnico e distante de ideologias, Ratinho Jr., ainda como deputado, já transitava sem grandes resistências em ambientes alinhados aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Nunca foi exatamente um confronto direto.
Agora, com a engrenagem anti-Moro girando mais rápido, o passado deixa de ser detalhe e volta a fazer sentido.
No fim, a política mostra mais uma vez como funciona na prática: adversários de ontem viram aliados de ocasião — e velhas proximidades reaparecem quando convém.




