Se a janela partidária na Assembleia Legislativa foi movimentada, na Câmara Federal o cenário no Paraná também passou por mudanças relevantes — redesenhando forças políticas e antecipando a disputa eleitoral.
Ao todo, quase um terço dos deputados federais do estado trocaram de legenda durante o período. O PL e o União Brasil foram os principais beneficiados, enquanto o PSD, partido do governador, foi o que mais perdeu espaço. A sigla até filiou o deputado Giacobo, mas viu três parlamentares deixarem seus quadros.
O União Brasil foi, talvez, a principal surpresa dessa janela na Câmara. Dos quatro deputados eleitos em 2022, dois deixaram o partido: Felipe Francischini, que se filiou ao Podemos, e Padovani, que migrou para o PL e, na sequência, acabou no Republicanos. Ainda assim, o saldo foi positivo. A legenda recebeu os deputados Paulo Litro e Luísa Canziani, que deixaram o PSD, além de Diego Garcia, que saiu do Republicanos. Fora isso, o partido também atraiu outras lideranças de peso, como o ex-deputado federal Hermes Parcianello, o “Frangão”.
Já o PL viveu uma reconfiguração profunda. A filiação do senador Sergio Moro — pré-candidato ao governo do Paraná — desencadeou mudanças internas significativas. A principal delas foi a saída do deputado Giacobo, que presidia o partido no estado há quase três décadas. Em contrapartida, sob o comando de Filipe Barros, a sigla se reforçou com a chegada de Sargento Fahur, que deixou o PSD, e do deputado Vermelho, que estava no PP, embora tenha sido eleito originalmente pelo PL em 2022. O partido ainda chegou a filiar Padovani, mas o movimento não se consolidou.
Além das articulações locais, o PL ampliou sua influência ao atrair a deputada Rosangela Moro, eleita por São Paulo, que transferiu seu domicílio eleitoral para o Paraná e passou a integrar o partido do senador.
No PSD, o movimento foi de esvaziamento. A sigla perdeu Paulo Litro, Luísa Canziani e Sargento Fahur, e teve como único reforço a chegada de Giacobo — um saldo negativo que evidencia perda de protagonismo no tabuleiro político.
Já o PP foi o partido mais prejudicado proporcionalmente: perdeu duas cadeiras e não conseguiu atrair nenhum novo deputado durante a janela.





