O pastor Itamar Paim (PL) vai assumir a vaga do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos) na Câmara dos Deputados em Brasília (DF). A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (17) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR).
A vaga de Dallagnol ficaria com Luiz Carlos Hauly (Podemos), o segundo mais votado do partido no Paraná. Entretanto, o candidato fez 11.925 votos, e, por conta disso, não atingiu a contagem mínima de votos. Cada candidato precisa receber, individualmente, 10% do quociente eleitoral de estado por onde concorre para preencher as vagas a que seu partido tem direito.
Dessa forma, a vaga ficou com Paim, que teve 47.052. Ele ficou atrás de outros quatro candidatos que não foram eleitos, mas foi favorecido pelo quociente eleitoral de seu partido.
Itamar Paim
O pastor, que se declara alinhado ao seu partido e apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que não conhece o deputado federal cassado, mas que enviou mensagem a ele por meio de redes sociais, nas quais também é atuante, inclusive, em função da sua atividade religiosa na 59ª Igreja do Evangelho Quadrangular, em São José dos Pinhais. “Não esperava que acontecesse dessa forma. Fui às redes socais dele e manifestei a minha solidariedade. Ele não me retornou. Agora, [na Câmara] pretendo seguir a linha do partido na Oposição por aquilo que acreditamos. Foi por isso que me filiei ao PL”, avaliou.
Decisão do TRE Paraná
A decisão pela posse de Paim foi anunciada nesta quarta-feira, 17, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), um dia após a cassação de Deltan Dallagnol (Podemos). A princípio, a vaga seria do ex-deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos), o segundo mais votado do partido no Paraná, que fez 11.925 votos – o ex-parlamentar, no entanto, não alcançou a contagem mínima de votos, que corresponde a 10% dos votos do quociente eleitoral. A decisão do TSE transferiu os votos de Dallagnol para a legenda, obrigando o TRE-PR a realizar uma nova totalização de votos. A posse de Paim está prevista para a semana que vem e deverá seguir o ritual a ser organizado pelo PL. “Tínhamos a expectativa de assumir em algum momento, mas não sabíamos o caminho, não foi da forma que a gente esperava, mas agora cabe a mim representar quem votou. Havia algumas possibilidade de alguns deputados concorrerem e isso acabaria ocorrendo”, destacou. Dallagnol vai recorrer da decisão do TSE no Supremo Tribunal Federal (STF).





