A Polícia Civil realizou na tarde desta quarta-feira (21) a reconstituição do assassinato de uma mulher que foi encontrada enterrada nos fundos de uma casa situada na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, no início do mês.
Iracema de Lima Borba, de 35 anos, foi encontrada enterrada no terreno no dia 1º de junho por um morador de Campestre da Faxina, após ele sentir um forte odor, como mostrou a Banda B. O homem teria desenterrado parte do corpo e acionado a polícia em seguida.
“Uma vizinha ligou pra gente avisando que tinha um cheiro muito horrível nos fundos da casa. Vim até o local, comecei a procurar e achei um volume de terra. Resolvi desenterrar. Desenterrei o pé e notei que se tratava de um corpo”, disse ele à Banda B naquele dia.
Iracema foi dada como desaparecida no dia 24 de maio.
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| Foto: Iracema - Reprodução |
As investigações
Segundo o delegado Fábio Machado, responsável pelas investigações, um homem foi preso sob a suspeita de envolvimento no homicídio qualificado. De acordo com ele, o suspeito teria auxiliado o autor do crime a ocultar o cadáver no terreno.
“A reconstituição dos fatos é a última diligência a ser feita neste caso. O crime foi elucidado e conseguimos remontar o caso desde o momento em que a vítima desapareceu, foi enterrada e encontrada. Conseguimos elucidar todo os acontecimentos desse crime”, disse Machado.
O delegado destacou que a mulher foi assassinada por causa de uma dívida de R$ 400 que tinha com o autor do crime: “O autor era amigo da mulher, que seria usuária de drogas e usava a residência dele para usar drogas. Ela tinha contratado com ele a venda de um celular por R$ 400. Por não ter entregue esse celular para o autor do crime, ele agrediu a vítima, que faleceu. Com o apoio de um vizinho, conseguiu retirar o corpo do local e levar até onde foi encontrado.”
mulher teria sido agredida até a morte na casa do suspeito. Em seguida, foi levada pelos dois homens até o terreno em frente ao local onde houve o crime.
O vizinho que ajudou na ocultação do cadáver responde ao processo em liberdade. O autor do crime segue foragido.
O que diz a defesa
Em entrevista, o advogado Nilton Ribeiro, que defende o vizinho, afirmou que seu cliente ajudou o autor do assassinato a esconder o corpo da mulher por ter sido ameaçado. O criminoso teria ameaçado a filha dele também.
“Meu cliente não tem participação alguma no crime de homicídio. Ele simplesmente foi coagido a ajudar o criminoso a ocultar o cadáver. Ele não poderia resistir à coação porque estava sendo ameaçado de morte, bem como a filha dele, de 4 anos. Não tendo saída, ele se obrigou a ajudar a carregar o corpo da vítima até os fundos da casa e apenas deixou lá, sequer enterrou ou fez qualquer outra coisa”, declarou Ribeiro.





