Em sua conta no instagram o deputado federal Geraldo Mendes (UB), publicou um vídeo onde ataca frontalmente o presidente do Banco Central, Campos Neto, acusando-o pela taxa de juros, sem apresentar fatos e motivos, e sem ao menos propor ideias para que a economia seja reanimada.
Em seu vídeo, o deputado afirma que Campos Neto não abre mão da taxa de juros, que vivemos tempos difícies e por isso o país está perdendo investimentos, e isso levará a uma cadeia de desemprego, pois existe um desaceleramento da economia por causa da taxa de juros.
Apoio ao Governo Lula
Geraldo tem sido um verdadeiro soldado do governo federal, apoiou a ampliação dos ministérios de 23 para 37, apoiou o arcabouço fiscal mesmo sem debates e estudos da viabilidade, apoiou a urgência da matéria da regulamentação das mídias com a PL das fakes news, entre outras situações menos polêmicas.
Fatos sobre a taxa de Juros do BC
O deputado em seu vídeo não menciona que o Banco Central junto ao Copom (Comitê de Política Monetária) realizou forte trabalho para que houvesse redução de juros e que a redução depende de inúmeros fatores externos da economia nacional.
O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,5 ponto percentual. A Selic estava em 13,75% ao ano desde agosto de 2022 e, agora, foi a 13,25% ao ano. Foi o primeiro corte nos juros em três anos.
O que aconteceu:
Esse é o primeiro corte em três anos, desde agosto de 2020. A redução era praticamente uma certeza entre economistas, que divergiam apenas em quanto a taxa seria cortada.
O Copom justificou a queda de 0,5 ponto percentual à melhora do quadro inflacionário. Em comunicado, destacou também o cenário de desaceleração da economia nos próximos trimestres.
BC sinalizou também que o comitê avalia novos cortes na mesma magnitude nas próximas reuniões. O Copom afirma, no entanto, que o ambiente externo "mostra-se incerto, com alguma desinflação sendo observada na margem, mas em um ambiente marcado por núcleos de inflação ainda elevados e resiliência nos mercados de trabalho de diversos países".
A decisão não foi unânime (5x4), mas Campos Neto e Galípolo deram o mesmo voto. Votaram por uma redução de 0,50 ponto: Roberto Campos Neto (presidente), Ailton de Aquino Santos, Carolina de Assis Barros, Gabriel Muricca Galípolo e Otávio Ribeiro Damaso. Votaram por uma redução de 0,25 ponto os membros Diogo Abry Guillen, Fernanda Magalhães Rumenos Guardado, Maurício Costa de Moura e Renato Dias de Brito Gomes. Por praxe, o presidente do BC é sempre o último a votar na reunião.
O Comitê avalia que a melhora do quadro inflacionário, refletindo em parte os impactos defasados da política monetária, aliada à queda das expectativas de inflação para prazos mais longos, após decisão recente do Conselho Monetário Nacional sobre a meta para a inflação, permitiram acumular a confiança necessária para iniciar um ciclo gradual de flexibilização monetária. Copom, em nota.
Veja o andamento da taxa de Juros do Banco Central





